Jornal de Noticias (poder de compra abaixo 24% da União Europeia) - Análise


A notícia, publicada no próprio Jornal de Noticias, alega que os portugueses estão a divergir dos europeus em matéria de poder de compra. Entre os países que estão abaixo da média europeia, só o Chipre acompanhou Portugal nesta tendência. Por outro lado, países como a Espanha, a Grécia e a Irlanda viram o seu PIB, medido em paridade de poder de compra, aproximar-se do referencial médio europeu.
Outros países mais ricos, como a França e a Alemanha tiveram desempenhos inversos, reduzindo o diferencial positivo que apresentam face à média dos seus parceiros comunitários. Entre os países mais pobres, do Leste europeu, houve um aumento generalizado do poder de compra.
Portugal ocupa neste momento o 19º lugar no ranking europeu, o que contrasta com o 12.º de Espanha (que em 1986 ombreava com o nosso país em matéria de riqueza). Atrás de Portugal só é possível encontrar novos Estados-membros. Ainda assim, quatro deles, já ganharam avanço: é o caso do Chipre, Eslovénia, República Checa e Malta.
O país mais rico é o Luxemburgo, que apresenta um PIB per capita medido em PPC 180% superior à média europeia. Na cauda da Europa estão a Roménia e a Bulgária, cujos produtos representam apenas 39% e 37%, respectivamente.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas, o Produto Interno Bruto por habitante ajustado as paridades do poder de compra registou apenas 76% da média da União Europeia muito distanciado dos 276% do Luxemburgo, que continua a oferecer o maior poder de compra de toda a Europa.
No período entre 2004 e 2008, o PIB aumentou no nosso país um ponto percentual.
Mediante a noticia, e virando-nos exclusivamente para Portugal, os 16 concelhos com menor poder de compra, encontram-se em 2007, situados na região Norte, Vinhais, Ribeira de Pena e Sernancelhe. Lisboa ocupa o primeiro lugar e encontra-se acima da média europeia, o Porto conseguiu um avanço de 70,5% mediante dados publicados pelo INE.


O Poder de compra é o nível de capacidade financeira que um consumidor ou mercado (e outros) tem para um bem ou serviço, isso é, o quanto ele pode pagar. Quando relacionado a um consumidor, geralmente é baseado em quanto ele ganha ou tem guardado, quantia essa que tem a potencialidade de ser gasta em algum momento.

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objectivo de mensurar a actividade económica de uma região.
Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário (insumos). Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB.

O Instituto Nacional de Estatística (também conhecido pela sua sigla INE, é o organismo oficial de Portugal responsável por produzir e divulgar informação estatística oficial de qualidade, promovendo a coordenação, o desenvolvimento e a divulgação da actividade estatística nacional. O INE foi criado em 1935 por transformação da Direcção-Geral de Estatística